quarta-feira, 28 de março de 2012
Atão? Já Comesteis?
Hoje!
sexta-feira, 16 de março de 2012
A Pedra Dura que Fura!
É a pedra dura que fura homem, é a pedra!
É a fúria da dura pedra que urra, é ela homem!
Não é a censura que a adormece, não é !
Não é o uso que a empobrece, bem vês!
É a pedra dura que muda homem, é a pedra!
É a luxúria até na ternura que sussurra, é ela homem!
Não é a liberdade que a acorda, não é!
Não é a democracia que a enaltece, bem vês!
Nunca é bem a hora, não é homem?
Nunca chega bem o momento, não é homem?
Estamos sempre a ir por onde viemos, não sentes?
Estamos sempre a meio caminho, não sentes?
Nunca somos água na pedra homem!
Nunca furamos a merda homem!
Estamos sempre no conforto de nos incomodar-mos!
Estamos sempre no lugar de tentar ser!
E lá fora, onde nasce a pedra, lá onde o homem erra,
O que fica homem? De quem fica homem?
Quem grita no longe homem? Quem morre?
Quem lá fora, onde a pedra mora, morre por ti homem?
São tambores de rocha, martelados por forte granito,
Pedra em pedra a ressoar, a chamar e clamar por mãos!
Mãos que lancem as pedras do chão!
Somos nós homens, somos nós!
O futuro está cansado de ser passado a lutar por um justo presente!
Somos nós homens, somos nós! Somos nós a nossa voz!
Somos homens? Ou futuros avós de outros como nós?
Tenazes, capazes, mas sempre impotentes de si próprios?
É a pedra dura homem! A dura pedra que muda!
É a fúria da pedra dura homem, a pedra que cura a loucura!
Não é a promessa de um vão futuro!
Não é nada que tenhamos já visto, ou pensado, ou vivido!
É o futuro Homem!
Usa a mão...
Lança o teu!
É o futuro, homem!
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Senão.
Ser-se o não se ser
Quisera eu saber o não saber
Saber só o que de si se sabe
Sem saber de quem se sabe
Saber-se o dia e o outro
E chegar-se ao não se ser
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Tenho
vivo numa cadeia em dor
sem me deixar sair
temo saber para onde ir
Só conheço esta prisão
Onde aprendo a não viver
As algemas não me cegam
Sei o que busco
Sinto-me quieto em dança,
Em mim aprisionado
A viver da sobrevivência!
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Poesia do mundo
Hoje falo-te da poesia do mundo. Nem tudo é belo quando se olha de perto e tudo é mais singelo quando o olhar é distante. Os sonhos não se perdem mas evaporam para mais tarde chover no nosso sorriso e quem pensar muito nisso, de certeza perde o siso! O juízo é sobrevalorizado e a honra, essa ama-se de menos. Os homens são todos iguais e elas, elas estão pior que eles. O mundo é um espaço aberto que todos nos querem fechar, com as suas ideias, com os seus sonhos evaporados, com as suas manias e feitios toldados pelos dias duros. Todos buscamos paz interior, evolução pessoal e um amor verdadeiro. Todos sonhamos, todos dormimos, mas nem todos acordamos do sono que nos consome. Os dias são regra geral passados com horas vãs em frente a um espelho de vaidades e sempre que dizemos mentiras, ocultamos as mais puras verdades. Nem todos sabemos ouvir e poucos sabem falar. O futuro é um lugar incerto no qual caminhamos diariamente e o passado é um lugar que não nos sai da cabeça. Aquele que oculta, o que mente, esse está sempre no topo, mas no fundo de si próprio. O que vive pela verdade e aceita da natureza o que ela lhe propicia, seja acaso, destino ou ideia vã de outro feitio, vive mais, de cada um dos dias que vive caminho á morte, vive mais! Aqueles que se preocupam em viver, regra geral morrem cedo por desperdiçarem a maior parte do tempo de vida que têm. Os apaixonados são sempre mais felizes e toda a gente zomba deles por inveja e ciúme. Todos querem sentir-se alheados, mas só uns felizardos conseguem levar assim uma vida inteira. Não existem lugares perfeitos assim como não há companhias perfeitas. Tudo o que há são momentos que ás vezes se prolongam por horas e até dias (há quem diga). A fantasia dos dias está no nosso olhar e cabe-nos a nós sermos francos com o que ele nos dita. Olhar o mar é sempre profundo. Descer um rio é sempre irónico. Ter momentos de nostalgia com pessoas que conhecemos á horas será sempre motivo de esperança pelo futuro. E não ter assunto com alguém que nos é próximo é só sinal de trivialidade. A noite nem sempre é escura e a madrugada quase nunca trás consigo o despertar. O copo é sempre um copo, independentemente se está vazio ou cheio, é sempre uma prisão que nos impede de ver tudo o que há de líquido por aí. Jantar sozinho é sempre monótono e ter gatos é sempre sinónimo de animação. Os cães são excelentes ouvintes. Dizer que amamos alguém é sempre um momento especial, mesmo quando quase ninguém sabe o que é amor, ou o que ele devia representar. Fazer sexo é a melhor coisa do mundo e não é por acaso que a natureza procria. Ter filhos deve ser espantoso… Uma sobrinha é porreiro, porque não acarreta a parte chata da educação, só contempla os momentos divertidos. Gostava de ter 17 anos de novo e saber o que sei hoje, gastava muito menos tempo a preocupar-me com coisas absurdas. A adolescência é um período de alta tensão, tudo se prova e quer-se provar de tudo! A escola é um lugar chato onde conheci grande parte das pessoas que moldaram o meu destino e o modo como vejo as coisas. Já ninguém agradece como se agradecia antes. É um privilégio pensar e ninguém pensa nisso dessa maneira! Dormir é um momento fantástico onde podemos deitar-nos a sonhar que amanha o dia pode mudar a nossa vida para sempre!
domingo, 27 de novembro de 2011
Madrugada...
Fechei os olhos e vi que na madrugada da vida, espaço não abunda para que o espanto chegue!
Ficamos presos no pensamento, iludidos pelos momentos de magia e cegos pelo respingar da esperança no coração farto de sacrifícios.
As horas navegam por um mar de choro que se derrama por só se amar o que se deseja e se amar intensamente, quase como se nada mais importasse.
Mas o que importa afinal na madrugada da vida? O que se espera e anseia senão tudo?
Mas pouco importa, o conjunto expressa que o indivíduo se faça á pressa, sem promessa que se faça bem!
Os clarões advinham um futuro próximo, distante do que se quer ser, mas a obrigação que o conjunto expressa depressa nos demove de pensar por nós!
Temos de fazer parte, temos de ser um continuar de algo finito e imoral, não podemos baixar as defesas e ultrapassar as fronteiras.
Mantém-te, mantém-te filho “e consolida”, não o dizia já o branco? Como é que a ausência de cor é a paleta de todas as cores, a paleta onde se tornam nítidas e mesmo assim ninguém as entende?!
São as cidades, as cidades que em redor de nós erguemos que não nos permitem sequer ver o vizinho ou invejar o seu quintal. Não conhecemos senão a ideia que os outros fazem de nós e isso parece no fundo bastar, qualquer coisa, no fundo parece bastar!
Mas eu fechei os olhos e vi, nessa madrugada de vida eu vi o espaço onde o inferno chega, o inferno do aborrecimento por não nos espantarmos com a novidade que chega, sabe-se lá bem como ou de onde!